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segunda-feira, 10 de julho de 2017

COMO CALCULAR A HORA ATIVIDADE?

PCCR: COMO CALCULAR A HORA ATIVIDADE?

Lei do piso 11.738: artigo 2º, § 4o Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.

Resolução CNE/CEB nº 3 de 1997, artigo 6º, IV - a jornada de trabalho dos docentes poderá ser de até 40 (quarenta) horas e incluirá uma parte de horas de aula e outra de horas de atividades, estas últimas correspondendo a um percentual entre 20% (vinte por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) do total da jornada, consideradas como horas de atividades aquelas destinadas à preparação e avaliação do trabalho didático, à colaboração com a administração da escola, às reuniões pedagógicas, à articulação com a comunidade e ao aperfeiçoamento profissional, de acordo com a proposta pedagógica de cada escola;

Tanto a lei do piso como a resolução disse que o tempo reservado a hora-atividade deverá estar incluído na carga horária. Pois é um terço da c/h no piso ou 20% do total da jornada. Assim sendo calcula-se através de uma regra de três simples, onde 80% da jornada é trabalho em sala com os alunos e 20% (ou 1/3) será para hora-atividade. Veja dois modelos abaixo.

Se um professor tivesse jornada de 100 horas, receberia por 100 horas, sendo que trabalharia 80 horas(80%) em sala com os alunos e teria 20 horas(20%) para hora-atividade.

Veja outro exemplo (professor com 24 horas em sala):
24h (aula) ............... 80%
X h (hora-ativ.) ....... 20%
(24 x 20 = 480)
(480 : 80 = 6)
(X = 6)
(h/ativ. = 6) (aulas = 24h) (jornada de trabalho pela qual recebe = 30h)
 
Fonte:  http://batistamj1.blogspot.com.br/2010/03/pccr-como-calcular-hora-atividade.html

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O professor como prático reflexivo: apontamentos de leitura


Por Ernaldina Sousa Silva Rodrigues

Kenneth M. Zeichener é considerado um dos pensadores mais expressivos na área de formação inicial de professores. Os seus textos têm como foco a realidade dos Estados Unidos, mas vão além da realidade americana. É natural da Filadélfia e tem um longo percurso e experiência no ensino e na formação de professores. Nessa trajetória, foi professor do ensino básico, dirigiu programas de preparação de professores e um centro de ensino urbano. É diretor do programa de formação de professores da Universidade de Wisconsin-Madison.

Como os professores aprendem a ensinar? Como ajudar os professores a aprenderem a ensinar? Essas indagações constituem o problema de investigação de Zeichner. Para dar conta dessas questões, o autor começa a refletir sua própria prática enquanto formador de professores juntamente com outros colegas.

Zeichner aponta a problematização da prática como primeiro passo para o processo de reflexão. Afirma as suas crenças nos professores que têm consciência de seus objetivos e discorre sobre os seus esforços em promover a causa da profissionalização dos professores.

O que é este movimento da prática reflexiva e qual a razão do seu aparecimento? Pergunta o autor. Os termos prático reflexivo e ensino reflexivo tornaram-se slogans da reforma do ensino e da formação de professores por todo o mundo na última década. As razões decorrem da Racionalidade Técnica que tem o professor como técnico, passivo e limitado. A produção do conhecimento sobre o ensino de qualidade é feita pelas universidades que ignoram os conhecimentos e a experiência dos professores.

O professor como prático reflexivo é aquele que reflete sua própria experiência e reconhece que o processo de aprender a ensinar se prolonga durante sua carreira. Os programas de formação de professores podem preparar os professores para começarem a ensinar e ajudá-los a interiorizarem, durante a formação inicial, o estudo da maneira de como ensinam para melhorarem com o tempo e assumirem a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento profissional.

Baseado na concepção de John Dewey sobre o ato humano e nas atitudes necessárias para a ação reflexiva: a abertura de espírito, responsabilidade e sinceridade, e no conceito de Donald Schön de que reflexão é “um processo que ocorre antes e depois da ação e, em certa medida, durante a ação, Zeichner enfatiza a reflexão como um processo e prática social. Ensino reflexivo como o ato dos professores criticarem e desenvolverem suas teorias práticas à medida que refletem sozinhos e em conjunto na e sobre a ação acerca do seu ensino e das condições sociais que modelam as suas experiências de ensino.

Zeichner traça as características que minam a emancipação dos professores nos programas de formação criando a ilusão da reflexão e descreve as tradições históricas da prática reflexiva.

O autor dar ênfase à prática de ensino reflexivo baseada na atenção do professor para dentro, para sua própria prática, como para fora, para as condições sociais que permeiam essa prática. Nesse ponto, o pensamento de Zeichner se diferencia de Schön que enfatiza a reflexão do professor para dentro, tácita. O autor vai além dizendo que a prática reflexiva é democrática, emancipatória e tem um compromisso com a reflexão enquanto prática social. Esses princípios, segundo Zeichner, constituem o conceito de professor como prático reflexivo.

Zeichner alarga a reflexão sobre o ensino prático reflexivo e nos instiga a vivenciar essa prática. Situa a prática educativa dentro de um contexto que envolve pesquisa, reflexão pessoal, social, política, dentre outras. Ensinar exige consciência de nós mesmos, do outro e das circunstâncias que nos cercam.
Como praticar esse ensino reflexivo dentro de uma realidade permeada totalmente pela racionalidade técnica? Essa reflexão e construção prática e teórica do saber, do conhecimento do professor bate de frente com a cultura do aluno, da escola e de todo o sistema educacional. Mas, é como a história do beija-flor: cada um fazendo a sua parte para se juntar ao todo.

Referência:

ZEICHNER, K.M. O professor como prático reflexivo. In: __________ A formação reflexiva dos professores: idéias e práticas. Lisboa, Educa, 1993, p. 13-28.